Posts da categoria ‘Artigos’


Doitsu Kohaku, 41cm (R$960)

30 de março de 2015

A suposta origem da carpa Kohaku

14 de junho de 2013

Em 1830, um par de Asagi se reproduziu e deu origem uma carpa com pouco branco e com manchas vermelhas. Essa foi a primeira carpa colorida a ser chamada de Kohaku (Red & White) e assim surgiram as primeiras ancestrais das Kohaku moderna, que ainda é o Koi mais popular mantido hoje.

A História da carpa vermelha e branca surgiu no Japão entre 1804 e 1829, quando a prole de uma carpa preta apareceu com as bochechas vermelhas. Ela foi chamada Hookazuki e sua prole branca foi reproduzida com uma Higoi, um peixe vermelho, para dar origem a carpa com vermelho na barriga. Em 1829, uma carpa com placas vermelhas nas escamas chamada Hoo Aka tinha sido produzida, e entre 1830 e 1849 vários padrões diferentes apareceram, incluindo Zukinkaburi (testa vermelha), Menkaburi (cabeça vermelha), Kuchibeni (lábios vermelhos) e Sarasa (mancha vermelhas nas costas).

A criação de Kohaku continuou e variedades foram melhoradas, especialmente na região de Niigata, agora considerada o berço da nishikigoi. Em cerca de 1888, um senhor chamado Gosuke comprou um Hachi Hi, uma carpa fêmea vermelha padrão, e reproduziu com sua Sokura Kana, um macho com a cor da flor de cerejeira padronizada. Acredita-se que o Kohaku moderna foi desenvolvida a partir da descendência destes Koi.

Kohaku

Kohaku é uma carpa de cor base branca com manchas (marcações) vermelhas denominada como Hi. Idealmente, a Kohaku deve ter uma boa profundidade de cor, mas, mais importante, a cor deve ser de um tom uniforme e a borda do padrão Hi deve ser bem definida. Essa definição entre brancos e marcas Hi é conhecido como “kiwa”. O branco deve ser limpo, e não um branco amarelado com aparência de sujo, isso deprecia o Kohaku. Equilíbrio de cor e padrão de estampa em um Kohaku são de extrema importância. Como orientação geral, a Hi deve cobrir entre 50 e 70 % da koi.

Conheça a as carpas Nishikigoi a venda na Cubos pelo endereço www.cubos.com.br/blog

Referencia http://www.mpks.org/articles/RayJordan/KoiHistory4.shtml

Adaptação e redação Bruno Parisi (bruno.parisi@cubos.com.br)


Aviso de aumento de preços para EPDM e acessórios – 01-SET-2011

26 de julho de 2011

Estamos anunciando hoje, o aumento no preço do EPDM e acessórios a partir de 01 de Setembro de 2011. Por favor, leiam a carta no link abaixo:

EPDM – Aviso de aumento de preços a partir de 01 de Setembro de 2011


Banner oficial do VI encontro de Londrina (Aqualon)

12 de julho de 2011

4° Encontro VitóriaReef de Aquarismo em Vitória

1 de julho de 2011

No dia 23 de Julho de 2011, irá acontecer em Vitória/ES o 4° Encontro VitóriaReef de Aquarismo. A Cubos tem o orgulho de patrocinar esse grande evento que vem crecendo a cada ano e fortalecendo o mercado de aquarismo e lagos ornamentais.

Para o sorteio no final do evento, a Cubos ofereceu uma Bomba Cubos Orca 9000 e um Esterilizador Cubos UV Light 36W Quartzo totalizando mais de R$1300 em premios. Veja a foto dos produtos abaixo.

Até o momento, a agenda divulgada para o evendo será a seguinte:

08:30 – Abertura e confraternização na loja Aquashopping
09:00 – Café da manhâ
10:00 – Mercado aquarístico e tendências – Artur França
10:30 – 1° parte dos sorteios
11:00 – Videos sobre aquarismo
12:00 – Almoço
13:00 – Parâmetros fisico-químicos da água – Marcos Mataratzis
13:30 – 2° Parte dos sorteios
14:00 – Palestra com um de nossos patrocinadores
14:30 – 3º parte dos sorteios
15:00 – Palestra com um de nossos patrocinadores
15:00 – 4º parte dos sorteios
16:00 – Encerramento
Agenda sujeita a alterações.

Para mais informaçoes sobre o evento acesse o link abaixo:
http://www.vitoriareef.com.br/forum/viewtopic.php?t=11309&postdays=0&postorder=asc&start=0


Ciano bactérias (algas azuis, cianofíceas, nori jou, blue-green algae)

17 de junho de 2011

Por: Caio Bianco

Muito conhecidas como algas azuis, as cianobactérias apresentam, ao mesmo tempo, características de algas e de bactérias. A característica que as assemelham as algas é a possibilidade de fazer fotossíntese e ao mesmo tempo são microorganismos procarióticos, ou seja, sua estrutura celular corresponde a célula de uma bactéria.

Cianobactérias podem ser unicelulares, ou seja, de uma única célula, colônia de células únicas ou cadeia de células filamentosas, comumente rodeadas por um revestimento gelatinoso. Elas não possuem reprodução sexuada, mas em condições desaforáveis, as cianobactérias produzem células especializadas que são cheias de reserva alimentícia.

As algas azuis podem ser o terror de muitos aquariofilistas, já que esses microorganismos possuem uma grande flexibilidade a adaptações bioquímicas, fisiológicas, genéticas e reprodutivas o que garantem a perpetuação em ambientes aquáticos de água doce ou salgada.

Aquaristas têm a oportunidade de observar um fenômeno que é importante no ciclo global do nitrogênio. Cianobactérias são capazes de coletar nitrogênio dissolvido na atmosfera e armazenar em seus tecidos celulares. Quando elas morrem e se decompõem ou quando são comidas por peixes herbívoros, esse nitrogênio armazenado retorna a água como amônia, deste modo, fornecendo comida a outras algas. Assim, aquários sem peixes e sem adição de comida podem, com uma população de cianobactéria e um filtro de bactérias aeróbicas, desenvolver altos níveis de nitrato acumulado.

A Spirulina, uma espécie de cianobactéria muito popular como “alimento nutritivo”, vem sendo utilizada a tempos pelo seu alto valor nutricional e pelo fácil cultivo em lagos. Muitas outras cianobactérias são tóxicas a humanos e animais.

Como identificar?
Nem todas as cianobactérias, apesar de serem conhecidas como algas azuis, apresentam a coloração azulada. Algumas apresentam a coloração verde azulada, verde escuro e verde brilhante. Possuem também, um cheiro muito forte de mofo e podem se fixar nas pedras, troncos, substratos, plantas e decoração. São muito comuns em aquários novos que ainda não estão estabilizados e normalmente começam a se proliferar a partir do solo e, posteriormente, se alastrando por todo o aquário.

Porque aparecem?

Normalmente, o aparecimento das cianobactérias denuncia que a água do aquário se encontra em condições abaixo das desejáveis. Filtros novos, pouca oxigenação, alta temperatura, baixa movimentação da água e acumulo de matéria orgânica podem ser fatores importantes para serem observados. A iluminação também pode ser um fator de cuidado, pois tanto o excesso quanto a falta dela pode favorecer a formação das cianobactérias.

Como controlar?
A princípio, uma boa sifonagem e limpeza do filtro devem ser feitas, mas isso não vai resolver o problema a longo prazo. Trocas parciais de até 30% e o controle do excesso de iluminação deverão ser uma rotina enquanto as cianobactérias estiverem no aquário, isso sem esquecer de continuar sifonando em todas as trocas parciais e fazendo sempre a limpeza do filtro. Ao mesmo tempo, o máximo de cianobactérias devem ser removidas com as mãos ou utilizando o próprio sifão como instrumento.

Um aquário bem plantado, com plantas de crescimento rápido, pode ajudar a combater as cianobactérias, pois essas plantas vão competir pelos mesmos nutrientes necessários para a proliferação das cianobactérias.

Caso isso não resolva, um tratamento de choque sem a utilização de medicamentos poderá ser feito. No exterior, uma técnica muito difundida e pouco conhecida aqui no Brasil é a “3-day blackout” ou “apagão de 3 dias”. Nessa técnica é feita uma troca parcial de 30% a 40% da água e em seguida a iluminação é desligada e o aquário coberto com um pano preto ou qualquer outro material que impossibilite a passagem da luz. O aquário deverá ficar nesse estado por 3 dias seguidos e logo após o final da aplicação dessa técnica, uma nova troca parcial deverá ser feita. As plantas não sofrerão em nada com esse apagão, mas as algas deveram estar enfraquecidas o suficiente para serem exterminadas.

A utilização do esterilizador Cubos UV Light no tratamento e prevenção das cianobactérias é muito indicado, mas não consegue resolver o problema por completo. A radiação UVc conseguira acabar com a reprodução por esporos, mas nem todas cianobactérias se reproduzem dessa forma. Existem também cianobactérias que se reproduzem por divisão celular ou fragmentação.

Por isso a utilização do esterilizador Cubos UV Light deverá ser feita em paralelo com todos os cuidados citados acima na prevenção desses terríveis microorganismos.


Calculo de consumo de energia elétrica

17 de junho de 2011

Por: Caio Bianco

É interessante saber qual será o gasto mensal aproximado com o sistema de filtragem. Esse cálculo é importante de ser feito no projeto do lago, pois lagos muitos grandes podem consumir uma grande quantidade de energia elétrica para o funcionamento do sistema de filtragem. Nesse caso, as vezes, temos surpresas desagradáveis quando a conta de energia elétrica chega depois do lago pronto.

A Cubos utiliza bombas e equipamentos de baixo consumo, com isso o gasto com energia elétrica não fica tão pesado no final do mês.

Siga os seguintes passos para o calculo do consumo mensal:

1) Somar a potência (W) de todos os equipamentos

2) Converter W (watts) para kWh (kilowatt hora)
Basta dividir os W por 1000
Ex.: 500W / 1000 = 0,5KW/h

3) Calcular consumo diário
Os filtros funcionam 24h por dia por isso devemos multiplicas por 24
Ex.: 0,5KWh x 24h = 12kWh

4) Calcular o consumo mensal
Ex.: 12KW x 31 dias = 372kW

5) Multiplicar o consumo mensal pelo preço do KWh
Ex.: 372KW x R$0,30 = R$111,60

Nesse exemplo o gasto de energia elétrica fica na casa dos R$111,60 por mês. Cada região possui um valor para o KWh diferente, e esse valor pode ser verificado na própria conta de energia elétrica.


Carta da Terra

17 de junho de 2011

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

Para ler a carta completa clique aqui

Carta da Terra consiste em um conjunto de princípios e valores fundamentais, que nortearão pessoas e Estados no que se refere ao desenvolvimento sustentável, a Carta da Terra servirá como um Código ético planetário. Uma vez aprovada pelas Nações Unidas por volta de 2002, a Carta da Terra será o equivalente à Declaração Universal dos Direitos Humanos, no que concerne à sustentabilidade, à eqüidade e à justiça. O projeto da Carta da Terra inspira-se em uma variedade de fontes, incluindo a ecologia e outras ciências contemporâneas, as tradições religiosas e as filosóficas do mundo, a literatura sobre ética global, o meio ambiente e o desenvolvimento, a experiência prática dos povos que vivem de maneira sustentada, além das declarações e dos tratados intergovemamentais e não-governamentais relevantes. Deverá constituir-se em um documento vivo, apropriado pela sociedade planetária, e revisto periodicamente em amplas consultas globais.

Entre os valores que se afirmam na minuta de referência encontramos:

  • Respeito à Terra e à sua existência.
  • A proteção e a restauração da diversidade, da integridade e da beleza dos ecossistemas da Terra.
  • A produção, o consumo e a reprodução sustentáveis.
  • Respeito aos direitos humanos, incluindo o direito a um meio ambiente propício à dignidade e ao bem-estar dos humanos.
  • A erradicação da pobreza.
  • A paz e a solução não violenta dos conflitos.
  • A distribuição eqüitativa dos recursos da Terra.
  • A participação democrática nos processos de decisão.
  • A igualdade de gênero.
  • A responsabilidade e a transparência nos processos administrativos.
  • A promoção e aplicação dos conhecimentos e tecnologias que facilitam o cuidado com a Terra.
  • A educação universal para uma vida sustentada.
  • Sentido da responsabilidade compartilhada, pelo bem-estar da comunidade da Terra e das gerações futuras.

Consensualmente, entende-se que a Carta deve ser:

  • Uma declaração de princípios fundamentais com significado perdurável e que possa ser compartilhada amplamente pelos povos da todas as raças, culturas e religiões.
  • Um documento relativamente breve e conciso, escrito com linguagem inspiradora.
  • Ela deve ser clara e significativa.
  • A articulação de uma visão que reflita valores universais.
  • Uma chamada para a ação, que agregue novas dimensões significativas de valores às que já se encontram expressas em outros documentos relevantes.
  • Uma Carta dos povos que sirva como um código universal de conduta para pessoas, para instituições e para Estados.

Uma introdução à química para aquicultura de água doce

17 de junho de 2011

Joseph K. Buttner, SUNY College em Brockport
Richard W. Soderberg, Universidade de Mansfield
Daniel E. Terlizzi, Universidade de Maryland Sea Grant Extension Program
Tradução: Caio Bianco

A maioria dos fatores na qualidade da água que são importantes para o aquarismo de água doce e os métodos para monitorá-los estão descritos nesse artigo. A qualidade da água não vai apenas determinar como os peixes irão crescer, mas se vão ou não sobreviver. Peixes influenciam a qualidade da água através de processos como o metabolismo do nitrogênio e respiração. O conhecimento dos processos de teste e a interpretação dos resultados são importantes para o aquarista.


Alguns fatores de qualidade da água estão mais envolvidos diretamente com a morte de peixes como oxigênio dissolvido, temperatura e amônia. Outros, como pH, alcalinidade, dureza e iluminação afetam os peixes, mas usualmente não são diretamente tóxicos. Cada fator de qualidade da água interage e influencia outros parâmetros, algumas vezes de formas complexas. O que pode ser tóxico e causar mortalidade em uma situação pode ser menos prejudicial em outra. A importância de cada fator, o método de determinação e a frequência de monitoramento dependem de cada sistema utilizado.

Variáveis de qualidade da água

Temperatura
Todos os processos químicos e biológicos no aquarismo são influenciados pela temperatura. O peixe ajusta a temperatura do seu corpo e a taxa de metabolismo se movendo através da água mais e menos quente. Cada espécie possui uma faixa de preferência, ou ideal, na qual se desenvolve melhor. Em temperaturas acima ou abaixo da ideal, o crescimento do peixe pode ser reduzido. Mortalidades podem acontecer em temperaturas extremas.

Oxigênio dissolvido
A quantidade mínima de Oxigênio dissolvido (DO – Dissolved Oxygem) que o peixe pode tolerar em segurança depende da temperatura e, até certo ponto, da espécie do peixe. A solubilidade do oxigênio diminui com o aumento da temperatura. Em lagos, a temperatura pode mudar dramaticamente em um período de 24h. Durante o dia o oxigênio é produzido pela fotossíntese, processo pelo qual plantas convertem água e dióxido de carbono, na presença de luz, em oxigênio e carboidratos. Durante o dia o processo de fotossíntese produz mais oxigênio do que consome. Normalmente, o nível de oxigênio é menor logo antes do amanhecer e maior no final da tarde.

No aquarismo, o DO deve ser mantido em níveis acima do considerado estressante para os peixes. Peixes de água mais quente (espécies que crescem melhor em temperaturas acima de 25,5ºC) podem tolerar concentrações menores de DO do que peixes de água fria (espécies que crescem melhor em temperaturas abaixo de 15,5ºC). Em regra geral o DO deve ser mantido em 3,0 ppm (partes por milhão; frequentemente usada como miligrama por litro, mg/L) e 5,0 ppm para peixes de água quente e fria respectivamente. Exposições prolongadas a níveis baixos não letais de DO, constituem em estresse crônico e vão ocasionar com que o peixe não se alimente, reduz a capacidade de converter a comida ingerida, e os torna mais suscetíveis a doenças. A criação de peixes em lagos, aquários ou sistemas de recirculação, necessita de aeração ou oxigênio para manter níveis seguros de DO.

Perdas de Nitrogênio
A maior parte dos peixes e invertebrados de água doce excreta amônia como sua principal perda de nitrogênio. Métodos analíticos são utilizados para determinar o total de nitrogênio – amônia (TAN – Total ammonia-nitrogen). O total de TAN que existe de forma ionizada e não-ionizada varia de acordo com o pH e a temperatura. Com o aumento do pH e da temperatura, a quantidade de TAN na forma tóxica não-ionizada também aumenta (veja Figura 1). Peixes continuamente expostos a mais de 0,02 ppm de amônia na forma não-ionizada pode apresentar redução no crescimento e suscetibilidade a doenças.

Quando a quantidade de peixes for grande e a alimentação for rica em proteínas, a quantidade de amônia liberada na água será alta. A amônia e outras sobras metabólicas são gradualmente removidas por processos naturais em lagos ou através do uso de filtros biológicos em sistemas de recirculação. A amônia é removida por bactéria que, inicialmente, convertem em nitrito e posteriormente em nitrato. O nitrito é tóxico ao peixe e causa a doença do “sangue marrom” (brown blood). Concentrações de 0,5 ppm reduzem o crescimento e afeta o peixe desfavoravelmente. Os peixes conseguem tolerar nitrato em centenas de ppm. A remoção ou desintoxicação da amônia é facilitada oferecendo e mantendo um ambiente ideal para as bactérias que conduzem esse processo (pH entre 7 e 9; temperatura entre 24ºC e 30ºC).

pH
A concentração de ácidos e bases na água determina o seu pH. Um pH baixo é acido e um alto pH é básico, o pH em 7 é neutro. Peixes sobrevivem e crescem melhor em água com pH entre 6-9. Se a leitura do pH estiver fora dessa faixa, o crescimento do peixe será reduzido. Se o valor estiver abaixo de 4.5 ou acima de 10, mortalidades acontecerão.

Em lagos com boa reserva alcalina (KH acima de 50-100 ppm, veja próxima sessão), o pH tipicamente flutua uma ou duas unidades diariamente. Na parte da manhã, os níveis de dióxido de carbono estão altos e o pH está baixo com o resultado da respiração durante a noite (dióxido de carbono forma ácido quando dissolvido em água). Após o nascer do sol, algas e outras plantas produzem carboidratos e oxigênio como resultado da fotossíntese. Quando o dióxido de carbono é removido da água, o pH sobe. O pH mais baixo durante o dia está, normalmente, associado ao mais baixo nível de oxigênio dissolvido. O pH mais alto do dia está, tipicamente, associado com altos níveis de oxigênio dissolvido.

Em sistema de recirculação, a respiração dos peixes e das bactérias do filtro biológico abaixa o pH. Frequentemente, bicarbonato de sódio é adicionado para prevenir que o pH caia muito, pois ele tem efeito de aumentar a reserva alcalina.

Reserva alcalina
A capacidade de tampão da água, expressas em ppm de carbonato de cálcio, é a reserva alcalina. A reserva alcalina é a medida de íons de carbonatos e bicarbonatos (íons são átomos ou grupo de átomos com carga positiva ou negativa) dissolvidos na água. Quando a quantidade de dióxido de carbono flutua, o pH da água sofre mudanças.

A magnitude dessas mudanças é determinada pela capacidade de tampão (reserva alcalina) da água ou sua habilidade de absorver ácidos e/ou bases. Atividades fotossintéticas em águas com pouca reserva alcalina podem ocasionar um aumento do pH, talvez para menos de 6 na manhã e mais de 9 na parte da tarde.

Em aquários ou lagos com altas reservas alcalinas, o mudança de pH é reduzida. A principio, a mudança de pH em um aquário com boa reserva alcalina pode flutuar de um pH de 7 na manhã e 8 no final da tarde. Uma boa medida de reserva alcalina é de 20 a 300 ppm. Uma reserva alcalina superior a 3000 ppm, não irá prejudicar diretamente os peixes, mas poderá interferir na ação de alguns produtos químicos (ex. sulfato de cobre).

A reserva alcalina se mantém relativamente constante em lagos, mas diminui regularmente em aquários sem suplementos. A reserva alcalina pode ser aumentada colocando-se pedra calcária em lagos ou bicarbonato de sódio em aquários.

Dureza
Íons de cálcio e magnésio definem a dureza da água. Testes normalmente determinam os dois íons como “dureza total”, expressa em ppm de carbonato de cálcio. Na maioria das águas, a concentração de reserva alcalina e dureza são similares, porém podem diferir drasticamente já que reserva alcalina mede íons negativos (carbonato, bicarbonato) e dureza mede íons positivos (cálcio, magnésio). A dureza é importante, especialmente, na criação comercial de várias espécies de peixes. Se a dureza estiver deficiente, algumas espécies não crescem adequadamente. A dureza deve estar acima de 50 ppm; baixa dureza pode ser corrigida com adição de cloreto de cálcio.

Dióxido de Carbono
Em altas concentrações, o dióxido de carbono ocasiona a perda de equilíbrio, desorientação e posterior morte dos peixes. Testes na água antes do uso e a aeração ou oxigenação se necessários, irão reduzir o dióxido de carbono a níveis aceitáveis.

Salinidade
A concentração total de todos os íons na água é a salinidade. Peixes de água doce apresentam uma faixa de tolerância de salinidade. A salinidade afeta não apenas a regulagem osmótica, mas também influencia a concentração de íons não-ionizados de amônia.

Salinidade
A concentração total de todos os íons na água é a salinidade. Peixes de água doce apresentam uma faixa de tolerância de salinidade. A salinidade afeta não apenas a regulagem osmótica, mas também influencia a concentração de íons não-ionizados de amônia.

Cloro
Para controlar as bactérias, a água de distribuição pública é normalmente tratada com cloro a 1,0 ppm. Se essa água é utilizada para a criação de peixes, o cloro deve ser removido por aeração, com produtos químicos como o tiossulfato de sódio, ou filtragem através de carvão vegetal ativado. Mesmo níveis de cloro baixos, como 0.02 ppm, podem estressar os peixes.

Sulfito de Hidrogênio
Lagos com fundo pouco oxigenado e matéria orgânica acumulada podem liberar sulfito de hidrogênio quando movimentados. Substratos sob forte alimentação podem acumular sobras e produzir sulfito de hidrogênio gasoso caso o oxigênio se torne deficiente. O sulfito de hidrogênio gasoso tem cheiro de ovo podre e é extremamente tóxico aos peixes. Qualquer odor ou níveis detectados devem ser evitados e cuidados extremos devem ser tomados no manuseio de peixes em lagos contaminados. O lago pode ser esvaziado, exposto ao ar e/ou escavado para corrigir o problema.

Transparência da água
Em lagos de peixes, a transparência da água pode afetar os peixes. Se o peixe que prefere águas turbidas for criado em águas relativamente claras, ele ira se estressar; crescimento e desenvolvimento serão desfavoravelmente afetados. O acumulo de sólidos em suspensão e a descoloração da água que ocorrem em sistemas de recirculação, podem causar irritação e doenças abruptas. Allguns matérias em suspensão ou dissolvidos podem causar “off-flavor” (odores/ gostos indesejáveis adquiridos pelos peixes durante o cultivo). Filtragens podem ser utilizadas para remover sólidos e reduzir a descoloração.

Métodos de monitoramento
Uma variedade de métodos estão disponíveis para o monitoramento da qualidade da água. Em lagos e criações pequenas, não é necessária a utilização de métodos sofisticados de alta precisão para a tomada de decisões. No entanto, criações intensivas em sistemas de recirculação e reutilização requerem um monitoramento freqüente e sofisticado.

Se o peixe for mantido em altas densidades, então a temperatura, oxigênio dissolvido, amônia, nitrito, nitrato e pH devem ser monitorados diariamente ou com mais frequência (ex. monitoramento contínuo de oxigênio dissolvido em sistemas de recirculação). A transparência, reserva alcalina e dureza podem ser monitoradas com menos frequência, talvez uma ou duas vezes por semana, já que elas não se alteram tão rapidamente. Salinidade, ferro e cloro devem ser determinados no momento que uma nova fonte de água for examinada pela primeira vez, para que com isso ações corretivas possam ser tomadas. O dióxido de carbono deve ser medido quando um novo substrato for utilizado em sistemas de recirculação. Quando existir problemas de sulfito de hidrogênio ou dióxido de carbono, o sistema deverá ser monitorado mais cuidadosamente e as medidas para a correção rapidamente executadas.

Em águas menos densas, os parâmetros de qualidade podem ser medidos com menos frequência ou, algumas vezes, nem precisam ser medidos. Independente de frequência, o monitoramento deve ser feito em horário padrão e profundidade onde os peixes se encontram. O horário e valores da medição devem ser anotados; um registro bem feito das anotações é essencial para o sucesso da aquicultura. Em lagos e aquários é preferível monitorar o oxigênio dissolvido na parte da manhã, quando condições mais estressantes para os peixes são mais comuns de acontecer (ex. pouco oxigênio). De modo inverso, a temperatura e o pH são melhores medidos no final da tarde.


O ciclo do nitrogênio

17 de junho de 2011

Por: Caio Bianco

O ciclo do nitrogênio é um processo biológico extremamente importante e que deve ser entendido por todos os aquaristas independentemente do tipo ou tamanho do aquário. Sua importância se deve ao fato de a qualidade da água e a saúde dos peixes estarem diretamente ligada a esse processo.


O ciclo do nitrogênio é um processo natural e que sempre acontecerá de forma completa ou incompleta em todos os sistemas aquáticos com peixes. Muitos já devem ter escutado: – “Esse aquário está equilibrado”. Isso realmente existe e nada mais é do que o processo do ciclo do nitrogênio acontecendo de forma harmônica e completa.

A matéria orgânica (resto de comida, folhas, fezes ou urina do peixe) é o inicio de todo o processo. Com a introdução da matéria orgânica na água, rapidamente a amônia (NH3) é formada na água do aquário. A molécula da Amônia é extremamente tóxica para o peixe e mesmo em baixas concentrações pode ser letal. No ciclo do nitrogênio a Amônia é convertida para um composto menos tóxico que é o Nitrito (NO2). Mesmo sendo menos tóxico que a Amônia, o Nitrito ainda é tóxico para os peixes e continuando no ciclo do nitrogênio, o Nitrito é convertido para Nitrato (NO3) onde o ciclo termina.

Todo esse processo de conversão (Amônia – Nitrito – Nitrato) é feito por intermédio de bactérias aeróbicas que usam o oxigênio (O2) no processo de conversão.

Os níveis de Amônia, Nitrito e Nitrato devem ser monitorados com freqüência no aquário, pois é através deles que podemos saber se o ciclo do nitrogênio está acontecendo de forma eficiente. O ideal é que praticamente toda a Amônia seja convertida para Nitrito e todo o Nitrito para Nitrato. Quando observamos níveis altos de Amônia, significa que as bactérias que convertem a Amônia em Nitri to não estão conseguindo cumprir seu papel, provavelmente porque estão em quantidade insuficiente para processar toda a Amônia gerada. As bactérias levam certo tempo para se multiplicar e formarem uma colônia com bactérias suficiente para processar a Amônia gerada e, quando colocamos muita comida na água ou quando muitos peixes são introduzidos ao mesmo tempo, não há tempo hábil para a procriação da colônia ocasionando o aumento abrupto da Amônia. Tudo isso acontece de forma semelhante para o Nitrito.

Entendendo bem esse processo, o hobby do aquarismo se torna bem mais prazeroso já que muitos problemas são resolvidos com base nesse conhecimento.


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